“A via de administração — oral, adesiva ou local — deve ser escolhida junto à paciente, garantindo conforto e adesão ao tratamento”, acrescenta. A prática da modulação hormonal exige, portanto, uma reeducação dos pacientes, na medida em que implica uma revisão de condições de vida para viabilizar os efeitos esperados. Essa forma de intervenção vai além da dinâmica de um tratamento conduzido de maneira pontual pelo profissional de saúde, dependendo principalmente das ações do próprio paciente. No Brasil, as instituições ABMAE e Grupo Longevidade Saudável lideram a formação de profissionais e a organização de eventos. Muitos profissionais que se destacam criam suas próprias empresas, nas quais promovem palestras e cursos de formação em práticas específicas, expandido o alcance da narrativa anti-aging. A Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (Sobraf), presidida pelo líder do Grupo Longevidade Saudável, destaca a relevâncias dos hormônios nessa proposição de medicina.
Hormônio do Crescimento (GH) no Envelhecimento: Preservando a Vitalidade Adulta
Com o avanço do quadro, há maior impacto sistêmico, refletindo em respostas inflamatórias e menor eficiência metabólica. Essas manifestações não devem ser ignoradas, pois indicam que o organismo está operando fora do equilíbrio ideal. Embora geralmente assintomático, alterações na circulação, cansaço frequente ou sensação de peso podem surgir de forma não específica, dificultando a associação imediata ao desequilíbrio lipídico. A escolha contínua de alimentos ultraprocessados intensifica esse processo, exigindo maior atenção ao perfil nutricional diário.
TERMOS DE USO
- Investir em avaliações hormonais e praticar hábitos saudáveis são passos que podem fazer uma grande diferença.
- Uma baixa concentração do hormônio do crescimento pode causar uma redução da massa muscular e da resistência.
- Compreender essa condição ajuda a identificar fatores que influenciam diretamente o bem-estar e a longevidade.
- A concentração da maioria dos hormônios diminui com o envelhecimento, mas a concentração de alguns hormônios permanece no mesmo nível que o de adultos jovens, e alguns até mesmo aumentam.
“O ressecamento vaginal leva à falta de lubrificação no ato sexual, o que causa desconforto e diminuição da libido”, exemplifica. Outro sintoma comum é o fogacho, caracterizado por ondas de calor seguidas de frio, que podem causar insônia, irritabilidade e indisposição. Quando não há contraindicações, a terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser indicada, pois alivia os sintomas e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e osteoporose.
Este artigo discute o papel das terapias hormonais na construção de uma narrativa da saúde para a longevidade da medicina anti-aging. O objetivo é identificar o significado dos hormônios na constituição de um processo de aprimoramento do corpo para manter suas funções naturais e possibilitar a personalização do envelhecimento. A análise é parte da pesquisa realizada no Brasil com médicos praticantes, pacientes e médicos críticos, membros do Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio de entrevistas semiestruturadas e observação em campo. Discute-se o estabelecimento de uma rede internacional de profissionais e instituições que viabiliza a expansão das práticas anti-aging em um contexto institucional desfavorável. Na proposição de uma abordagem holística do envelhecimento, a medicina anti-aging se concentra não em doenças típicas da velhice, mas no aprimoramento das condições de saúde ao longo da vida.
Com menor eficiência funcional, há possível redução da disposição física e da tolerância ao esforço. O corpo passa a operar de forma menos otimizada, o que pode refletir em cansaço frequente e menor rendimento nas atividades cotidianas. O desequilíbrio lipídico pode impactar a circulação, reduzindo a entrega adequada de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Diferente de outras condições, o colesterol elevado costuma evoluir de forma silenciosa, dificultando a percepção imediata de alterações no organismo. Nessas situações, a identificação precoce desse fator permite estratégias personalizadas de cuidado, reduzindo impactos negativos a longo prazo. Com a circulação prejudicada, há maior risco de inflamações e desequilíbrios vasculares.
A terapia de reposição hormonal pode ser uma opção para aliviar esses sintomas, sempre sob supervisão médica. Esse hormônio é amplamente produzido durante a infância e a adolescência, fases de crescimento intenso. No entanto, sua produção reduz consideravelmente na idade adulta e continua diminuindo ao longo do envelhecimento, contribuindo para mudanças metabólicas e corporais típicas dessa fase da vida. A avaliação hormonal pode ser realizada por meio de exames de sangue solicitados por um médico. Essa análise permite identificar desequilíbrios hormonais e tomar decisões informadas sobre tratamentos e estilo de vida para um envelhecimento saudável. Algumas alterações hormonais relacionadas à idade podem vir a afetar a qualidade de vida ou causar sintomas incômodos (p. ex., ondas de calor).
O contexto institucional: hormônios e as controvérsias que definem a abordagem anti-aging
Observa-se um esforço de contraposição não apenas às alegações de falta de comprovação de benefícios dos usos de hormônios, mas, principalmente, às concepções que definem a legitimidade desses tratamentos. O apelo à natureza estabelece uma estratégia retórica em que o natural não pode ser mais perigoso do que muitos usos artificiais já aceitos pelas autoridades em saúde. Esse é o caso do uso de contraceptivos hormonais, amplamente criticado e condenado pelos praticantes da medicina anti-aging. Manter um estilo de vida saudável é essencial para o equilíbrio hormonal durante o envelhecimento. Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, aliada à prática regular de exercícios físicos, pode ajudar a regular a produção hormonal e minimizar os efeitos do envelhecimento.
Além endócrino em Florianópolis disso, a qualidade do sono e a gestão do estresse são fatores importantes que influenciam a saúde hormonal e, consequentemente, a qualidade de vida na terceira idade. Os pacientes não veem os tratamentos como uma busca da juventude eterna, mas como uma forma de cuidarem de si para manter as condições físicas e cognitivas e dar continuidade a seus projetos de vida. Abordam o tratamento como mudança de atitude para terem mais saúde, em oposição a um modelo médico anterior em que eles ficariam restritos a medidas reativas para sintomas específicos. Na lógica da “medicina do estilo de vida”, os pacientes descrevem um processo de reeducação e consciência de si, em que os hábitos cotidianos passam a ser interpretados em termos de consequências em longo prazo. O uso de suplementos e de hormônios é contraposto à dependência de medicamentos, percebidos como um recurso artificial. O hormônio do crescimento (GH), responsável pela regeneração celular e pela manutenção da massa muscular, também diminui com a idade.
Gerenciar o estresse por meio de técnicas como meditação, exercícios físicos e terapia pode ajudar a equilibrar os níveis hormonais e melhorar a saúde geral dos idosos. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, desempenha um papel vital no metabolismo da glicose e na regulação dos níveis de açúcar no sangue. Com o envelhecimento, a sensibilidade à insulina pode diminuir, levando a um maior risco de diabetes tipo 2. O controle adequado dos níveis de insulina é essencial para a saúde metabólica em idosos, e intervenções como dieta e exercícios podem ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina.
Envelhecer com saúde não é apenas viver mais anos, mas viver com energia, autonomia e propósito. A avaliação hormonal deve ser uma parte fundamental do cuidado com a saúde em qualquer idade. Assim que envelhecemos, certas glândulas do corpo começam a produzir hormônios em níveis diferentes. A relação entre hormônios e envelhecimento saudável é um tema cada vez mais estudado e discutido.
Blog criado pelo AmorSaúde, rede de clínicas populares que oferece atendimento médico, odontológico e exames à população brasileira. Algumas pessoas apresentam maior predisposição a produzir colesterol em excesso, independentemente dos hábitos alimentares. Quando os níveis permanecem fora do ideal, o corpo passa a responder de forma adaptativa, muitas vezes silenciosa. Esse quadro vai além de um resultado laboratorial, representando um fator relevante para o desenvolvimento de condições crônicas. Os resultados permitem avaliar o perfil lipídico completo, indicando se os níveis estão dentro dos parâmetros esperados. Todos os órgãos vitais começam a perder alguma função à medida que a pessoa ultrapassa a idade adulta.
Os pacientes veem nessa prática médica a possibilidade de darem um significado pessoal ao tratamento, na medida em que se percebem atuando de forma ativa nesse processo. A narrativa da medicina anti-aging ressalta um processo de deficiências hormonais, ou “pausas”, que não são reconhecidas como patologias pelas instituições médicas, principalmente a endocrinologia. Esse é o caso da “tireopausa” e da “fadiga adrenal”, conceitos que delimitam condições causadas por deficiências na produção de hormônio pelas glândulas tireoide e suprarrenal, respectivamente. Observa-se a ênfase nos hormônios como substâncias capazes de desequilibrar os indivíduos, tanto do ponto de vista físico e cognitivo quanto comportamental. Nas mulheres, o estrogênio e a progesterona sofrem uma queda acentuada na menopausa, causando sintomas como ondas de calor, secura vaginal e alterações de humor.
Hormônios regulam processos fundamentais relacionados ao armazenamento e à utilização de gorduras. Especialistas defendem que esse período pode ser vivido com saúde, equilíbrio emocional e bem-estar, desde que haja acompanhamento médico adequado e hábitos saudáveis. O acompanhamento ginecológico permite avaliar sintomas, solicitar exames hormonais e metabólicos e orientar estratégias individualizadas. Em alguns casos, a terapia hormonal pode ser indicada, sempre após análise criteriosa dos benefícios e riscos. A busca mais agressiva por metas glicêmicas não reduziu eventos cardiovasculares ou mortalidade nos idosos. A conduta deve ser individualizada, considerando controle glicêmico, prevenção e tratamento das complicações macro e microvasculares, prevenção da hipoglicemia e preservação da qualidade de vida.